
Creedme - dice Lanzarote mientras le poner una mano sobre el hombre -, no queda en este mundo nada digno de ser defendido por un caballero, unios a mí y abandonaremos estas costas para unirnos a nuestros hermanos de la orden.¿Y hacia donde partís? - pregunta consternado el hidalgo.Hacia el Oeste - responde Amadis - mas allá del mar. Los hombres han visto luz y han creído que es el resplandor del oro. Nosotros los acompañaremos en sus sueños y en sus esperanzas, montamos en sus barcos, inspiramos su valor y sus deseos de gloria.Acompañadnos - repite Lanzarote -, grandes gestas nos aguardan en las nuevas tierras.No - responde apenado el hidalgo - Don Quijote soy, y mi profesión la de andante caballería. Son mis leyes, el deshacer entuertos, prodigar el bien y evitar el mal. Huyo de la vida regalada, de la ambición y la hipocresía, y busco para mi propia gloria la senda más angosta y difícil . Me quedaré en esta Edad de Hierro para recuperar la virtud de la Edad Dorada.(D. Quixote de la Mancha – Cervantes (1605))
Eu, que até nem morro de amores pelos castelhanos, optei por deixar na versão original, sem pretensões de traduções em Portunhol, que em nada beneficiam quem lê.
No entanto, ao reler, questionei-me sobre a figura de D. Quixote (e o seu fiel escudeiro Sancho Pança).
Para quem se lembra D. Quixote era um fidalgo castelhano, que tomado pela “loucura” decide partir a aventura pensado ser um cavaleiro da idade média, em busca de aventura, e de corrigir o mal que via (sempre na senda do seu amor pela sua Dulcineia).
Por uma vez, questiono se não necessitaremos todos de um D. Quixote nas nossas vidas. De alguém capaz de nos questionar franca, e abertamente sobre quais são os nosso propósitos e quais os sonhos que almejamos e que queremos perseguir.
É fácil a crítica pela crítica… mas bastante mais difícil é percebermos o valor da crítica enquanto alicerce do construtivismo que desejamos para a nossa vida e para o que nos rodeia.
Ao acomodarmo-nos ao sistema (sempre esse palavrão anacrónico), perdemos a nossa capacidade interventiva, porque assumimos que as nossas acções irão colocar em perigo os nossos sacrossantos “direitos”. Assim, tornamo-nos uma peça da engrenagem que não hesitamos em condenar quando a mesma nos atinge.
Uma das imagens mais conhecidas de D. Quixote, é a sua carga sobre os moinhos de vento, pensando tratar-se de monstros…. E quantos de nós, já não questionámos os nossos próprios moinhos de vento???
Acima de tudo, e face ao (triste) desenvolvimento a que chegamos, onde deixamos de questionar o que quer que seja, e aceitamos com a resignação das almas penadas o destino que nos traçam, sem sequer utilizarmos o nosso livre arbítrio…. E aceitamos porque nos ensinaram que o devemos fazer, porque existe sempre alguém mais inteligente, ou mais aceite socialmente que detém o poder de nos dizer qual o melhor caminho. Ora, se assim é, não significa que assim deva ser…..
A dúvida subsiste….. seremos nós capazes de sermos um D. Quixote? Ou iremos continuar a ser um moinho de vento?
Existe ainda uma outra alternativa, seremos o Sancho Pança, que apesar de achar que o seu amo (D. Quixote) é um velho senil, embarca com ele na aventura de perseguir inimigos imaginários, porque a sua “consciência” lhe dita que deverá seguir o seu senhor?
Eu, que até nem morro de amores pelos castelhanos, optei por deixar na versão original, sem pretensões de traduções em Portunhol, que em nada beneficiam quem lê.
No entanto, ao reler, questionei-me sobre a figura de D. Quixote (e o seu fiel escudeiro Sancho Pança).
Para quem se lembra D. Quixote era um fidalgo castelhano, que tomado pela “loucura” decide partir a aventura pensado ser um cavaleiro da idade média, em busca de aventura, e de corrigir o mal que via (sempre na senda do seu amor pela sua Dulcineia).
Por uma vez, questiono se não necessitaremos todos de um D. Quixote nas nossas vidas. De alguém capaz de nos questionar franca, e abertamente sobre quais são os nosso propósitos e quais os sonhos que almejamos e que queremos perseguir.
É fácil a crítica pela crítica… mas bastante mais difícil é percebermos o valor da crítica enquanto alicerce do construtivismo que desejamos para a nossa vida e para o que nos rodeia.
Ao acomodarmo-nos ao sistema (sempre esse palavrão anacrónico), perdemos a nossa capacidade interventiva, porque assumimos que as nossas acções irão colocar em perigo os nossos sacrossantos “direitos”. Assim, tornamo-nos uma peça da engrenagem que não hesitamos em condenar quando a mesma nos atinge.
Uma das imagens mais conhecidas de D. Quixote, é a sua carga sobre os moinhos de vento, pensando tratar-se de monstros…. E quantos de nós, já não questionámos os nossos próprios moinhos de vento???
Acima de tudo, e face ao (triste) desenvolvimento a que chegamos, onde deixamos de questionar o que quer que seja, e aceitamos com a resignação das almas penadas o destino que nos traçam, sem sequer utilizarmos o nosso livre arbítrio…. E aceitamos porque nos ensinaram que o devemos fazer, porque existe sempre alguém mais inteligente, ou mais aceite socialmente que detém o poder de nos dizer qual o melhor caminho. Ora, se assim é, não significa que assim deva ser…..
A dúvida subsiste….. seremos nós capazes de sermos um D. Quixote? Ou iremos continuar a ser um moinho de vento?
Existe ainda uma outra alternativa, seremos o Sancho Pança, que apesar de achar que o seu amo (D. Quixote) é um velho senil, embarca com ele na aventura de perseguir inimigos imaginários, porque a sua “consciência” lhe dita que deverá seguir o seu senhor?

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